De papo pro ar!


Usabilidade para web

Enviado em Padrões Web, Pessoal, Usabilidade por felipemorais em Julho 4, 2008
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“Tornar o simples complicado é fácil; tornar o complicado simples é criatividade”, disse certa vez, o músico americano Charles Mingus. Por que não estampam essa frase nos monitores de cada desenvolvedor de sites do planeta?

Muitos sites, atualmente, estão abarrotados de tecnologias, porém completamente ausentes de recursos de usabilidade.

Segundo a ISO 9241-11, usabilidade é “a extensão na qual um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com efetividade, eficiência e satisfação em um contexto de uso específico”, dizendo isso com usabilidade: simplicidade que dá certo.

Infelizmente, simplicar as coisas, ao invés de complicá-las, parece algo muito distante. Talvez por pensarem que a simplicidade unida à eficiência terá um custo muito elevado ou desnecessário naquele momento.

Jakob Nielsen, um dos papas em usability, é categórico ao afirmar que se deve retirar da página tudo que não auxiliar o usuário a atingir o objetivo que definimos para ele. É claro que, se falando de Brasil, onde a ditadura da beleza e do design impera já há algum tempo, devemos tomar essa afirmação com muito cuidado, contudo não podemos esquecê-la.

No quesito “auxiliar a navegação”, muitas empresas se esquecem de fazer o óbvio. Existem alguns padrões na web que não podem ser ignorados. Se os usuários estão acostumados com uma navegação vertical e com barras de rolagem em tons de azul e cinza dispostas no lado direito da tela, por que colocar uma rolagem em forma de serpente na parte inferior da tela e uma navegação horizontal da direita para a esquerda?

O inovador ou bonito nem sempre é útil. Uma grande besteira continua sendo uma grande besteira, mesmo que com um belo design.

Os sites em flash lideram o ranking dos de navegação mais complexa. As possibilidades que o flash permite parecem alvoroçar as pessoas que lidam melhor com a tecnologia do que com o bom senso. Alguns sites parecem uma obra pós-moderna: só o autor é capaz de explicar o que queria dizer com ela. Não que o flash deva ser abolido do nosso cotidiano, deve-se apenas pensar um pouco na necessidade e no diferencial que ele trará ao projeto antes de jogar uma animação qualquer na tela do usuário.

Os sites devem ser focados na experiência do usuário e não na mente do diretor de criação que o concebeu ou no dono da empresa. De nada adianta a empresa criar monumentais sites se o mercado não o aplaude. O usuário é o verdadeiro juiz. Será ele quem dirá se o site da empresa está bom ou ruim.

Se você é um empresário, preste bastante atenção no que a sua agência anda fazendo com o site da sua empresa.

Se você é um usuário, exponha seus pensamentos na área de contato do site, ela serve entre outras coisas para receber suas críticas e opiniões.

Se você faz sites, por favor, cole a bendita frase de Mingus no seu monitor.